Ameaças ao coração

Colesterol
O excesso de gordura saturada na alimentação equivale ao excesso de colesterol no sangue. Segundo especialistas, o que importa para a obtenção de níveis saudáveis de colesterol é um equilíbrio entre os dois tipos básicos: o “mau” colesterol (lipoproteína de baixa densidade, ou LDL) e o “bom” colesterol (lipoproteína de alta densidade, ou HDL). Hoje os especialistas acreditam que quanto mais alto o HDL e mais baixo o LDL, menor o risco de obstrução de artérias coronárias e de ataque cardíaco.
O LDL é ruim para você e, portanto, é desejável que seu valor seja o mais baixo possível, de preferência abaixo de 100 miligramas por decilitro de sangue. O outro colesterol o HDL é bom e, portanto, deseja-se que seu valor esteja acima de 60 mg/dl. Idealmente, a soma dos dois tipos não deve chegar a 200. Se isso acontecer, o médico deve recomendar mudanças em seu estilo de vida e um tratamento para ajudar a reduzi-lo.

Triglicerídeos
Os triglicerídeos são pedaços de gordura na corrente sanguínea que coletam o excesso de calorias dos alimentos ingeridos e o transportam para as células de gordura, nas quais são armazenados.
Os triglicerídeos podem se transformar na matéria-prima para os LDLs, o que os torna perigosos atores no drama da doença cardíaca. Estudos sugerem que os triglicerídeos isolados podem antecipar o risco cardíaco, uma vez que estimulam a aterosclerose, em especial nas mulheres. Uma pesquisa mais atual indicou que o excesso de triglicerídeos pode causar bloqueio nos vasos sanguíneos, de modo que o hormônio controlador do apetite, a leptina, não consegue mandar sinal de “parar de comer” para o cérebro quando você já tiver comido o suficiente. Gordura abdominal, consumo excessivo de álcool, diabetes sem controle e falta de exercícios aumentam a probabilidade de triglicerídeos altos.

Inflamações crônicas
A Proteína C- Reativa (PCR) é uma substância química do sistema imune produzida pelo fígado em resposta a inflamações. O exame de PCR é indicado para prever o risco de infarto ou outros problemas cardíacos em pessoas saudáveis.
Ainda não existe consenso sobre o momento ideal de se fazer esse exame ou sobre quem deve recorrer a ele. A PCR costuma ser solicitada como parte de um conjunto de exames para análise do perfil cardiovascular, em geral com avaliações de lipídios, como colesterol e triglicerídeos.
Alguns especialistas afirmam que a melhor maneira de se prever o risco é combinar um marcador eficaz de inflamação, como a PCR, e os níveis de colesterol LDL. A tese é de que o LDL indicaria a quantidade de placas entupindo as artérias, enquanto o PCR revelaria a probabilidade de colapso desta placa, o que provocaria um coágulo sanguíneo perigoso.
O PCR usado é realizado pela técnica de turbidimetria ultrassensível e somente por técnicas adequadas poderá dar ao médico parâmetros confiáveis.

 

 

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